Youtubers declaram: estamos em guerra com a velha mídia


Fontes: YouTube e Wall Street Journal

Levando em consideração o elevado crescimento do YouTube, um grupo de amigos, formado por pequenos e jovens criadores de conteúdo, decidiu fundar um projeto dedicado exclusivamente a essa plataforma. Hoje, o YouTube não é apenas um simples site de compartilhamento de vídeos, mas uma comunidade de youtubers, uma indústria bilionária importantíssima, a qual interfere de modo direto na vida das pessoas.

O Universo Youtuber é um veículo de comunicação diferente dos tradicionais, sendo responsável por criar conteúdos relacionados ao site da Google e seus influenciadores.

O YouTube é a nova mídia. E nós estamos aqui para acompanhar seu desenvolvimento.

Somos uma mídia sobre a nova mídia, a qual defendemos arduamente.

É com essas palavras que gostaríamos de começar este editorial. Influenciados pelos recentes acontecimentos envolvendo o YouTube, não poderíamos deixar isso passar.

O início

Há cerca de dois meses, o YouTube e a Disney cancelaram seus contratos com o PewDiePie por denúncias de comentários antissemitas. Quem fez a acusação? O Wall Street Journal, um grande veículo de comunicação da velha mídia que tem observado seus números caírem constantemente. Mas, a denúncia realizada pelo jornal não foi fundamentada apenas em um vídeo de Felix Kjellberg. Qualquer comentário sobre judeus em qualquer vídeo do influenciador digital foi utilizado, mesmo que não tivessem caráter preconceituoso. E é evidente que o Wall Street Journal não estava fazendo isso por justiça, mas sim por um interesse maior: acabar com a nova mídia, ou seja, o YouTube.

O WSJ encaminhou essa denúncia ao YouTube e à Disney – responsável pela monetização dos vídeos de PewDiePie -, ameaçando divulgar que essas empresas apoiavam o antissemitismo caso não fizessem algo para punir Felix. Obviamente, a Google e a Disney tiveram que decidir e acabaram rescindindo o contrato com o maior criador de conteúdo do mundo. Decisão errada. Ao invés de tirar a monetização do vídeo ou excluir o mesmo, as empresas norte-americanas agiram radicalmente, tudo por conta do Wall Street Journal, que agiu de má fé incorporando outros vídeos com comentários que nem eram preconceituosos à denúncia.

A velha mídia volta a atacar

Não caiam da cadeira, mas parece que o Wall Street Journal não ficou satisfeito com a recisão de contratos importantes de Felix Kjellberg e voltou a atacar, elaborando uma nova denúncia. Dessa vez não envolvia apenas duas empresas, mas diversos anunciantes que investem – ou investiam – no YouTube. Junto com o The Guardian – outro veículo de comunicação antigo -, o jornal foi mais longe e procurou por vídeos extremistas na plataforma. O objetivo era mostrar para as grandes empresas que seus anúncios estavam sendo veiculados ao lado de conteúdos controversos, fazendo com que houvesse um expressivo corte de vínculos entre os anunciantes e a Google. Resultado? A velha mídia conseguiu ganhar mais uma vez, e diversas empresas começaram a retirar suas publicidades do YouTube.

A consequência da vontade dos velhos veículos de comunicação em enfraquecer a nova mídia foi inesperada. A maioria dos vídeos dos YouTube, no momento, não estão sendo monetizados. E, quando falamos em maioria, estamos querendo dizer mais da metade, ou, para sermos mais precisos, cerca de 90%. Não, não é o AdBlock. As publicidades simplesmente desapareceram, sem nenhuma explicação. O YouTube ainda não se pronunciou.

Mesmo com as marcações em amarelo na barra de reprodução, o vídeo do Felipe Neto não está sendo monetizado, assim como o conteúdo da maioria dos youtubers.

Como não poderia deixar de ser diferente, as denúncias feitas pela velha mídia são ilegítimas. O Wall Street Journal fez montagens cuja finalidade era convencer as empresas que seus anúncios estavam sendo exibidos ao lado de conteúdos extremistas e que a Google não tomava nenhuma providência. Novamente, os veículos de comunicação tradicionais usaram acusações levianas em prol dos próprios interesses.

O YouTube já punia conteúdos extremistas

Todas essas denúncias são falsas. O YouTube sempre puniu conteúdos extremistas, os quais não eram monetizados ou eram removidos pelo algoritmo da plataforma. Já foram publicados mais de 9 bilhões de vídeos, e é óbvio que sempre há alguns que são extremistas. Dos vídeos controversos, um ou outro pode não sofrer punição por falha do sistema. Podemos concluir, portanto, que apenas uma pequena porcentagem dos conteúdos publicados no YouTube são radicais e não são punidos. Então é justo penalizar toda a comunidade por causa de uma parcela desconsiderável?

Agora, por causa desse ataque da velha mídia, o YouTube privilegia conteúdos family friendly, ou seja, aqueles vídeos que são livres para todos os públicos. Seguindo essa lógica, a plataforma se transformará em um produto infantil, tirando o espaço dos verdadeiros criadores de conteúdo.

A velha mídia está morrendo

Como afirmou Felipe Neto, os velhos veículos de comunicação estão morrendo e, ao invés de se adaptarem às mudanças, preferem atacar a nova mídia. O YouTube se destacou porque foi visto como uma plataforma livre, em que os criadores de conteúdo podem expressar suas opiniões em sua totalidade, ao contrário das emissoras de televisão, que censuram seus apresentadores.

YouTube: não se submeta à velha mídia e seja mais firme em seus posicionamentos

Infelizmente, o YouTube parece se submeter à velha mídia ao invés de consolidar uma opinião contrária. Há alguns dias, a Google anunciou que os canais com menos de 10 mil visualizações não poderão monetizar seus vídeos. E qual foi a justificativa? Que existem conteúdos extremistas. Poderiam ter encontrado outro fundamento para essa decisão, mas, ao se basear naquilo que foi denunciado ilegalmente pelo Wall Street Journal, a Google só mostra como está recuando e tomando decisões erradas.

Nós, youtubers, iremos vencer a guerra contra a velha mídia

Podem até ter conseguido tirar a nossa monetização por um tempo, mas há algo que a mídia obsoleta não vai conseguir tirar de nós: a nossa arte de influenciar um grande número de pessoas. Os youtubers tem um poder de influência muito maior que os velhos veículos de comunicação, e essa é a nossa arma. Somos mais fortes. Não iremos fraquejar.

 


Universo Youtuber
Temos como objetivo ajudar os produtores de conteúdo audiovisual do YouTube. Postamos notícias, dicas, vídeos, oferecemos suporte e divulgação.
  • J. Craig

    Se a velha mídia está morrendo e vamos ficar com o Felipe Neto e outros personagens tipo PewdeePew então estamos fodidos.

  • J. Craig

    Outra coisa: quem consome essas porcarias que esses canais apresentam são adolescentes sem uma opinião formada, ou pior, sem dinheiro para consumir.Pessoas adultas e financeiramente independentes não assistem esses canais.

  • Vinicius Alcantara

    Minha contribuição ao site, suas matérias são “XOL” kkkkk

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