Imagem que faz referência ao logo da Paramaker. As setas apontadas para trás significam a decadência da rede. (Fontes: Paramaker // Google)
Imagem que faz referência ao logo da Paramaker. As setas apontadas para trás significam a decadência da rede. (Fontes: Paramaker // Google)
Artigo de opinião Networks

Desmascarando a Paramaker

Nessa última semana, a internet presenciou uma polêmica gerada pela publicação de um vídeo do MixReynold, em que o youtuber afirma que sua network estaria roubando seus ganhos. Não é necessário muito conhecimento para saber de qual empresa ele estava falando. Ao abrir o SocialBlade é possível verificar qual rede o canal dele era vinculado. Devido a isso, diversas pessoas descobriram que se tratava da Paramaker. Pouco tempo depois, Felipe Neto publicou um vídeo em seu Facebook se defendendo das acusações realizadas por Reynold, o qual refutou – mas com fracos argumentos – as afirmações do fundador da network. Luccas Neto também entrou na briga para defender seu irmão e a Paramaker, e publicou um vídeo em seu canal desmascarando Reynold.

Afinal…quem está correto? Os irmãos Neto ou MixReynold? Meu conselho é não acreditar em tudo o que eles falaram – principalmente no Reynold -, já que há equívocos de ambos os lados.

Em primeiro lugar, Reynold Romão estava errado ao publicar um vídeo em que acusava de roubo a empresa responsável por monetizar seu canal, já que atualmente é quase impossível uma network ter pleno controle dos ganhos de seus associados. Além disso, ao afirmar que não recebeu suporte, o youtuber se distancia da realidade novamente, tentando manipular seus inscritos. Essa alegação foi refutada por Luccas Neto, o qual mostra provas de que ele recebeu um suporte VIP. Porém, não podemos confirmar se Reynold sempre teve esse privilégio, levando em consideração que a Paramaker foi vendida em setembro de 2015.

Ao invés de se focar nos problemas comuns a todos os parceiros da Paramaker, Reynold seguiu o caminho errado ao acusar a empresa de roubo.

Em segundo lugar, os irmãos Neto se defenderam de uma forma excepcional. Porém, acredito que eles aproveitaram a acusação sem fundamentos de Reynold e utilizaram todos os seus conhecimentos sobre o YouTube com o objetivo de desviar as outras críticas feitas à network e tentar colocar um ponto final nessa história de Paramaker, evitando, assim, ter a necessidade de se pronunciar aos demais afiliados.

Muitos de vocês irão argumentar que o Felipe Neto não está mais no comando da Paramaker desde outubro de 2015, e que ele vendeu a outra parte da empresa em agosto desse ano, tornando-o isento de receber culpa por qualquer problema que tenha ocorrido na empresa após essa data. Felipe tenta promover a ideia de que, durante sua administração, os parceiros eram totalmente satisfeitos com a network. Será mesmo?

Embora a Paramaker tenha alcançado seu auge durante a gestão Neto, havia um sério problema que os parceiros enfrentavam. O acesso a Central, onde era realizado o suporte, ficou indisponível para vários membros durante um bom tempo. Desde que entrei na Paramaker, no início de 2013, me lembro que eles prometeram a criação de um novo site onde o youtuber teria mais recursos à sua disposição. A network demorou para disponibilizar essa nova central, e quando foi lançada, no segundo semestre de 2014, ainda haviam algumas funções que estavam em construção – e estão em construção até hoje. Foi nessa época que muita gente não conseguia entrar na área exclusiva para parceiros, ou seja, diversos youtubers – inclusive meus amigos – não tinham acesso ao suporte da Paramaker, que foi prometido pela empresa. Por essa razão, esses membros entravam em contato com a network pelo Facebook, a qual informava que o suporte era feito somente pela Central. Mesmo recebendo diversas reclamações por tuites e mensagens, a Paramaker e o Felipe Neto pareciam que pouco se importavam com o empecilho que alguns parceiros enfrentavam. Raras eram as vezes em que os membros prejudicados obtinham respostas.

Esses são apenas alguns dos parceiros que tinham problemas para acessar a Central e, consequentemente, obter suporte. (Fonte: Twitter // Público)

Mesmo conseguindo acessar a Central, em julho de 2015 criei uma petição solicitando que os problemas dos outros youtubers fossem resolvidos. Aproximadamente 24 horas depois, Luccas Neto entrou em contato comigo via Twitter e pediu meu celular. Em nossa conversa por WhatsApp, ele disse que a Paramaker estava trabalhando para consertar o bug do site. Não demorou muito e diversos parceiros conseguiram entrar na Central. Mas vale lembrar que antes disso o site era inacessível para vários canais vinculados à rede.

Nesse período eu comecei a receber suporte VIP, igual ao Reynold. Tanto o Luccas Neto como um outro agente conversavam comigo através do WhatsApp e sempre tiravam minhas dúvidas, além de me ajudarem nos problemas que eu tinha com a network. E eu posso afirmar com toda a certeza: esse suporte que tive na Paramaker foi ótimo. Pena que os outros parceiros não tinham esse privilégio, já que é inviável uma rede fornecer isso para milhares de canais.

É importante ressaltar que a The Game Station Brasil, que pertecia a Paramaker, começou a ficar inativa em maio de 2015, ainda no período em que Felipe Neto estava no comando. Essa grande pausa na produção do canal evidenciou que algo não estava indo bem na gestão da empresa e prejudicou diversos afiliados que eram beneficiados com a divulgação oferecida pela rede.

Snaizen, ex-funcionário da Paramaker, faz uma crítica a atual administração da empresa. (Fonte: Twitter // Público)
Snaizen, ex-funcionário da Paramaker, estabelece uma crítica à atual administração da empresa. (Fonte: Twitter // Público)
Calango, ex-parceiro da Paramaker, também critica a network. (Fonte: Twitter // Público)
Calango, ex-parceiro da Paramaker, também critica a network. (Fonte: Twitter // Público)

No dia 14 de setembro de 2015, foi anunciado que a Paramaker havia sido comprada por uma multinacional francesa, a Webedia, que gerencia sites como a IGN Brasil, o AdoroCinema e o Tudo Gostoso. Foi aí que as coisas começaram a piorar. De início, parecia que a Paramaker iria voltar a crescer. Na Central, publicaram um texto anunciando a construção de estúdios que, em tese, seriam oferecidos aos parceiros. Porém, até o momento não há nenhuma novidade sobre isso.

Os estúdios fantasmas. (Fonte: Central Paramaker)
Os estúdios fantasmas. (Fonte: Central Paramaker)

O próprio Felipe Neto publicou um texto em seu Facebook explicando alguns detalhes sobre a venda, e criou falsas expectativas.

“Os youtubers que fazem parte da Paramaker verão as mudanças muito em breve, tanto em termos organizacionais, quanto em termos de oportunidade. É um ganho extraordinário para todos e que coloca a Paramaker em um outro nível”, idealizou Felipe Neto.

Mudanças? Só se for pra pior. Ganho extraordinário? Ah…você só pode estar zoando!

“A Paramaker não foi vendida por estar passando por dificuldades, muito pelo contrário. A compra por parte da Webedia foi justamente por enxergar na Paramaker o maior potencial da América Latina dentro do entretenimento digital”, mentiu Felipe Neto.

Sério cara? Você vai mentir para o seu público mesmo? Basta uma análise superficial para perceber que a Paramaker não estava indo bem financeiramente. Não é atoa que, após ser vendida, vários funcionários foram demitidos.

“E a compra da Paramaker é provavelmente a melhor notícia do ano para mim, para os youtubers e para a própria empresa. Grandes tempos estão vindo, com muito profissionalismo, pés no chão e trabalho duro”, enganou-se Felipe Neto.

Melhor notícia do ano só se for pra você, mas para os youtubers…isso não se pode afirmar. Grandes tempos estão vindo? Só pode ser o apocalipse então.

Quando Felipe Neto publicou isso os olhos dos parceiros começaram a brilhar, enxergando mais oportunidades e benefícios no futuro da Paramaker. Mas não foi isso que aconteceu na prática.

Devido ao caso do Reynold, Felipe Neto recebeu diversos tuites sobre a Paramaker e, para a nossa surpresa, ele respondeu alguns. Mas é óbvio que ele tentou jogar toda a culpa para o outro lado.

screenshot_1409
“Não faço ideia do motivo”, respondeu Felipe Neto ao ser questionado sobre a inatividade da Paramaker. (Fonte: Twitter // Público)
screenshot_1410
Confesso que exagerei um pouco ao dizer que o suporte era excelente. (Fonte: Twitter // Público)

Se desde outubro de 2015 Felipe Neto não comparece à Paramaker, então por qual motivo ele bloqueou o Universo Youtuber no Twitter após a publicação do artigo “O naufrágio da Paramaker”? Será que ele demonstrava preocupação com a empresa, mesmo não sendo mais o presidente?

Talvez ele não curtido muito o fato de uma certa pessoa ter compartilhado o meu artigo. (Fonte: Twitter // Público)
Talvez ele não curtido muito o fato de uma certa pessoa ter compartilhado o meu artigo. (Fonte: Twitter // Público)

Voltando ao assunto da TGS, a qual se tornou IGN Brasil Network, podemos observar a falta de profissionalismo da nova equipe, que privou todos os vídeos, removeu o logo e o banner, além de alterar o nome do canal. E não…eles não se pronunciaram sobre isso.

Isso é o que fizeram com o canal da TGS Brasil. Sim, aquela que foi construída com muito esforço e conquistou o público.
Isso é o que fizeram com o canal da TGS Brasil. Sim, aquela que foi construída com muito esforço e conquistou o público.
Essa é a atual situação da Central. Sem atualizações e com bugs. (Fonte: Central Paramaker)
Essa é a atual situação da Central. Sem atualizações e com bugs. (Fonte: Central Paramaker)

Ah! Não posso esquecer do Facebook da Paramaker, que foi simplesmente deletado e os parceiros não receberam nenhuma palavra sobre essa situação. Além disso, há as contas do Twitter, tanto da IGN Network quanto da Paramaker, que estão inativas há muito tempo.

Descaso com os parceiros.
Descaso com os parceiros.

Alguns devem pensar que o contrato é com a Maker Studios e que a Paramaker não deve nada a ninguém. Essa afirmação está correta até certo ponto. Explico. O contrato pode ser com a empresa norte-americana, mas quem recrutou pessoas para assinarem o acordo foi a Paramaker. Como eu havia dito no meu outro artigo, induzir youtubers a vincularem canais com uma network de outro país afirmando que eles terão suporte e outros benefícios e depois de um tempo pararem de oferecer esses serviços, é manipulação. Significa, portanto, que a Paramaker foi a mediadora desse processo e carrega consigo a responsabilidade de se fazer cumprir as promessas realizadas aos parceiros, mesmo que essas não estejam presentes no contrato.

Inatividade, falta de profissionalismo, desconsideração com os parceiros e falsas promessas representam o novo slogan da rede.

O naufrágio da Paramaker teve início quando Felipe Neto estava no comando e foi consolidado pela nova administração.

Sabem como isso vai acabar? Felipe Neto, talvez, irá se lamentar, a Webedia irá ignorar, e os parceiros serão abandonados, esquecidos, e nada poderão fazer…a não ser contratar um advogado para analisar a situação e tomar alguma providência.


 

Lucas Anacleto

17 anos, CEO e idealizador desse extraordinário projeto dos deuses chamado Universo Youtuber e capitalista...sim, CA-PI-TA-LIS-TA! Tem algum problema?

  • Hikari .

    A única coisa ruim q eu vejo nisso é ela fazer contrato de 2 anos e prender as pessoas nesse contrato. A Google fez bem em impedir q as networks escondam o adsense dos produtores, mas ainda permite q fiquem presos.

    Num seria muito difícil usarem um business model q permita sair a qqr momento. Enquanto os clientes estiverem satisfeitos eles permanecem, qd num quiserem mais eles saem. Talvez com um período de fidelidade e multa.

    Se fizeram promessas, eles tem q cumprir, mas isso tem q estar em contrato. É muito trouxa ouvir promessas e assinar contrato onde essas promessas num estão escritas. Pode processar por propaganda enganosa, mas ainda assim.

    Ao contrário do q o MixMerdinha Mr Ronald McDonald disse, network num pode roubar e nem tirar banner dos canais. Então a Paramaker tá com os dias contados, basta esperar o contrato vencer e num renovar. Enquanto isso, ganhem 40% menos no adsense e aproveitem pra conhecer mais sobre marketing. Nada, absolutamente nada, pode ser feito por ela pra impedir o crescimento dos canais.

  • Eduardo Jose de Andrade

    Algum canal grande ou de destaque ,devia apresentar essa matéria e a do naufrágio da paramaker,tipo o canal Contente TV já que vocês tem parceria com ele,não quero trazer treta e sim a verdade a tona,que a network paramaker e a maker são HORRÍVEIS,alguém tem que falar e divulgar essas matérias num canal de destaque preferencial pra todo saberem disso.

CURTA NOSSA PÁGINA!

ASSINE #FIXYOUTUBEBUGS!

PUBLICIDADE

SIGA A GENTE!

E-Consulters Web
Inline
Inline
Click to listen highlighted text!